Mulheres ganham espaço na marcenaria

As mulheres têm, cada vez mais, conquistado espaço nas mais diferentes áreas. Não é à toa que ícones femininos são lembrados a cada 8 de março, data em que celebra-se o Dia Internacional da Mulher.

Mas você sabe como surgiu essa data comemorativa? A ideia de criar o Dia da Mulher surgiu no fim do século 19 e início do século 20, nos Estados Unidos e na Europa, a partir das lutas femininas por melhores condições de vida e de trabalho e de direito de voto.

Desde 1909, as celebrações do Dia Internacional da Mulher ocorreram em diferentes dias de fevereiro e março. Em 26 de agosto de 1910, durante a Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, em Copenhagen, a líder socialista alemã Clara Zetkin propôs a instituição de uma celebração anual das lutas por direitos das mulheres trabalhadoras.

De acordo com estudiosos, nos países ocidentais, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado no início do século, até a década de 1920, tendo sido esquecido por longo tempo e somente recuperado pelo movimento feminista na década de 1960.

Ícones da história mostram que a mulher já marca seu protagonismo na aviação (que teve como precursora Amelia Earhart), na política (com destaque para a “dama de ferro” Margaret Thatcher) e na gastronomia (Paola Carosella é um dos principais nomes do setor atualmente) – áreas consideradas tipicamente de predomínio “masculino”.

Mesmo assim, no ambiente de trabalho, ainda enfrentam desigualdade salarial, preconceito e ações como manrupting (quando um homem interrompe uma mulher, que é impedida de concluir sua fala) e mansplaining (quando um homem explica didaticamente algo para a mulher, como se ela não fosse capaz de entender).

Na marcenaria

“Essa questão é cultural, a menina é criada sabendo que a furadeira machuca, mas o ferro de passar não. Aos poucos, isso vai mudar, mais mulheres vão se arriscar e ver que não existe tanta dificuldade quanto imaginam”, afirma Nina Braz, do blog Tu organizas. Ela é um dos exemplos de que, também na marcenaria, as mulheres vêm ganhando espaço.

Somente o canal do YouTube dela tem mais de 350 mil inscritos. Nina divide com seu público tudo o que faz para deixar a casa mais bonita, organizada e confortável, o que inclui reforma e construção de móveis e criação de objetos de decoração.
Ela conta que sempre gostou de criar, até que surgiu a primeira experiência com marcenaria: “Eu queria uma penteadeira e já imaginava um modelo que me parecia fácil. Desenhei, comprei as madeiras e arrisquei”. E acrescenta, empolgada: “Deu tão certo que me aventurei em projetos maiores como a minha lavanderia e a minha cozinha”.

Fernanda e Letícia, do Lumberjills, que trabalham com marcenaria e tapeçaria criativa, ressaltam que o machismo ainda é a principal dificuldade para as garotas que pensam em atuar nessa área. “É um mundo dominado por homens. O fato de sermos jovens também cria barreiras. Mas as derrubamos com nosso trabalho”, garante Fernanda.

Esse é o mote das Lumberjills – assim eram chamadas as mulheres que ficaram no lugar dos Lumberjacks (lenhadores) no período da Segunda Guerra Mundial. “Elas eram femininas e carregavam toras de madeira. Isso nos define”.

Entre os produtos mais solicitados para elas estão cabeceiras de cama, reformas de sofás e estofados, ambientes planejados sob medida, almofadas e pufes.

No Dia Internacional da Mulher, cuja história está ligada a inúmeras manifestações mundiais pela igualdade de gênero, vale chamar a atenção para o fim das diferenças. “Hoje somos feministas. Quando nos tornarmos as Lumberjills, isso foi necessário. E que bom que aconteceu! Recebemos muitas mensagens de mulheres que agradecem por as termos inspirado. Isso é lindo!”, diz Fernanda.

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